A realidade crua como a terra.
E seca como a areia do deserto
Cintila o ardor da luz do sol,
Fervente.
A égide da minha pessoa
É a crença numa verdade
Prometida. E tida como
A esperança eterna do desconhecido.
Porque possível se expressa
Na minha modesta
Caminhada pela vida.
E que vida, desdenha meus pensamentos.
A realidade é crua
Porque meus olhos não
Disfarçam a percepta insensatez
Do bailado entre ruídos.
E da ignorância proposital
Da nossa condição humana.
Uma ou duas coisas mais
São capazes de provar o que falo.
Não fossem as palavras “pás de terra”
Sobre nossas cabeças,
Sobre nossos pensamentos,
Sobre as nossas bocas.
As palavras de uns poucos.
Que beiram a verdade espúria
Da própria ignorância aqui referida.
Palavras que satisfazem o cômodo.
O celerado, o estante
Desejo da manutenção vadia
Calada pela desgraça alheia
E pela vociferada brandura do incapaz.
Mas o que são essas palavras,
Se não desabafo e esforço
Feito por alguém e
E esquecido na multidão.
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